sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Venga, 2011!

Hoje sendo o último dia do ano...
Vou parar agora e pensar em como foi meu 2O1O. Foi cansativo, feliz, em algumas partes decepcionante. Foi um ano pra consolidar tudo o que eu já tinha, como as amizades que são tão importantes pra mim. Este ano, briguei demais, discuti, gritei, chorei. Mas não perdi nenhum amigo. Neste ano, reforcei o que aprendia no ano passado, como o fato de que as coisas nem sempre são como eu quero. Tenho consciência disso, só ainda tenho pequenos problemas em aceitar HAHA. Teve a formatura esse ano, e foi mais do que eu esperava. Agora que a escola acabou, me sinto muito desorientada. A vida se torna incerta, e EU preciso fazer minha vida acontecer. Preciso viver por mim, e não apenas existir. Insisto em dizer que as pessoas que não estão aqui podem ser os melhores amigos do mundo, tanto é que eles ainda estão comigo! E novamente vou dizer que aprendi que nada é pra sempre, assim como esse ano que está indo embora.

Los sueños del año pasado
- Começar Muay Thai e voltar para a academia;
- Passar de ano sem recuperação anual;
- Me formar no Ensino Médio de uma forma não convencional;
- Ser oradora da turma; (nãão deu :/)
- Continuar tendo meus amigos;
- Ser mais feliz e aprender a não me estressar com pouca coisa.
(Faltou pouca coisa u.u)

Y los sueños para el próximo año
- Assistir a um show;
- Arrumar uma ocupação enquanto estudo;
- Seguir tentando não me estressar com pouca coisa;
- Manter minhas amizades da escola;
- Ajudar mais minha mãe em tudo;
- Não brigar mais com meus irmãos kkk;
- Ser menos ciumenta;
- Parar de faltar na academia;
- Conhecer pelo menos um dos meus amigos virtuais;
- Ter um ótimo ano, já que 2010 não foi lá essas coisas.

Gracias!
- Mamadi. Por todo o incentivo, por toda a felicidade que você me traz. Por toda a paciência que você teve comigo esse ano, por todo o apoio. E também, apenas por existir.
- Babi Milan. Por ter estado comigo este ano. Por ser tudo o que você é. Pelas festas juntas, pelos risos, choros, por todo e qualquer momento que tenhamos passado juntas.
- Lucas Catozo. Puts, tenho mesmo que falar? HAHA, por ter me aturado todo esse tempo, pelo nosso um ano! YEAHH *-* Por ter sido meu porto seguro, meu melhor amigo. Meu herói. Sabe, tudo o que eu sempre falo. Pela sintonia, pelo carinho, pelas suas mentiras ("Já falei que você é linda, poha"). Pelas suas frases ("Não tenho que compensar nada, nosso amor supera"). E pelas gracinhas -.- (Você já ri naturalmente, imagine bêbada).
- Gab Hoffmann. Por ter me ouvido, pelos conselhos, pelos posos. Pelas risadas e os momentos.
- Tha COELHO. Aff vou agradecer você pelo o que? u.u Pelos gritos, pela histeria, pela loucura, pelos constantes choros e as também constantes risadas. Pelas brigas, discussões e tudo o mais.
- Day Haddad. Eu não sei nem o que dizer. Você foi tão importante pra mim durante esse ano, que fica difícil falar. Pelas ligações de horas, pelo carinho, pelos conselhos.
- Cris e Ju. Só por estarem comigo, por serem meus irmãos. Por mais que a gente brigue, vocês dois sabem que eu amo muito vocês, e sem vocês tudo seria muito mais difícil. Ou mais fácil, mas prefiro que vocês estejam aqui.
- DEUS. Por ter iluminado minha vida, quando tudo não passava de escuridão. Por de certa forma, me mostrar o caminho certo, por me guiar. 

Amo a todos vocês, a todos que fazem parte da minha vida. Que me suportam, me aturam. Que venha 2011, trazendo muita felicidade e alegria a todos! Desculpa se esqueci alguém :/ FELIZ AÑO NUEEVO, VENGA MI REI!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Mas então...

- Ele nos ama. 
- Claro que não, sua boba. Ele não se importa conosco, só quer que estejamos perto por puro ego.
- Será?
O debate se passava dentro de mim, eu debatia comigo mesma. Era como se existissem duas outras meninas além de mim, morando no meu corpo. Tenho DPM? Fiquei nervosa agora. Uma das meninas acha que ele está sendo realmente sincero ao dizer que nos ama. Mas a outra diz que o amor dele é próprio. E agora?
- Claaro que sim, escute o que eu lhe digo! Se ele nos amasse tanto assim, porque nos deixou de lado como fez durante vários meses? - diz a menina racional, sendo cruel com a sentimental.
- Mas, mas! Ele não mentiria assim! Não acredito que ele seja tão baixo dessa forma! - argumentou a sentimental.
- O que? Deixa de ser ingênua! ELE-NÃO-NOS-AMA! - sinto a menina racional perdendo o controle.
- Ama sim.
- Não ama.
Agora as duas se afrontavam. Sabe o que isso significa? PERIGO! Resolvi intervir.
- Gente, vamos parar? - eu quis dizer, mas elas ainda discutiam sobre ele nos amar ou não. - CHEGA! - as duas olharam-me assustadas, e então consegui falar - Se ele nos ama ou não, quem vai nos dizer é o tempo... E as atitudes dele. Por isso, não adianta discutir! Vamos seguir a vida, e ver no que vai dar ok?
E com isso, não ouvi mais as vozes dentro de mim. Como se elas finalmente tivessem chegado a um acordo, e decidido que esperar para ver era melhor. Mas quer saber? Eu prefiro crer na teoria da menina sentimental, por mais que a racional tenha muita razão no que diz. Amém.


Obs.: O Transtorno dissociativo de identidade, originalmente denominado Transtorno de Personalidade Múltipla (DPM), é uma condição mental onde um único indivíduo demonstra características de duas ou mais personalidades ou identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Carta Ao Papai Noel

Querido Bom Velhinho. Sei que esse ano não me comportei muito bem, mas sejamos honestos: comportei-me MUITO melhor em 2010 do que em 2009. Então, creio que mereço pedir algo interessante. Vejamos... Este ano, não peço nada exclusivamente para mim. Peço ao senhor, um 2011 de alegria para todas as pessoas. Não falo só em minha família e meus amigos, mas sim, toda e qualquer pessoa que respire neste mundão de Deus afora. Peço ao senhor, que dê consciência às pessoas. Que elas parem de poluir nosso mundo. Que parem de devastar nossa vegetação. Que parem de caçar nossos meigos e inocentes animais e bichinhos. Que parem de ser animais e se tornem homens. Peço também que alguém ampare as crianças. Peço... Mais amor, carinho e educação entre as pessoas. Menos briga. Mais paz. Menos choro. Mais sorrisos. É pedir demais? Espero que não. Pois é sinceramente, o que eu mais almejo neste Natal.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Você precisa saber

- Que eu te amo mais a cada dia que passa. - eu disse, em uma fraca e trêmula voz: não passava de um sussurro, ela me olhava com uma expressão assustada.
- Como... Como... Quando isso começou a acontecer? - assustada, não. Ela estava perplexa.
- Como vou saber? Desde o primeiro dia em que nos falamos, você me encantou.
A surpresa dela deixa-me cada vez mais inseguro. O coração acelera, o nó na garganta aperta. Começo a pensar que admirar os cadarços do meu tênis é a melhor alternativa agora. Olhar nos olhos dela? Olhar pra ela? Não, não. Coragem traidora, me deixou justo agora que preciso dela! Justo agora que eu comecei a falar tudo o que eu sinto...
- Eu te encantei? - ela disse me tirando de meus pensamentos. Arrisquei olhar na sua direção e agora ela parecia maravilhada com isso: quem entende?
Afinal, não importa quem a entende, importa que tomei o resto de coragem que existia em mim.
- Sim. Desde o primeiro dia, o primeiro sorriso, primeiro beijo... Eu te quero mais e mais a cada dia, cada instante... Você está nos meus pensamentos a cada hora, cada minuto, segundo e milésimo. - falo, enquanto mordo o lábio. - O que importa, é que não interessa o fato de você não estar perto de mim sempre. Interessa que eu te amo. Mesmo que eu ame sozinho, sinto que você deve ser minha. Sinto que você... Tem que ser minha e de mais ninguém.
- Mas...
- Não, deixa eu falar! - eu disse, a interrompendo. - Você sabe há quanto tempo eu quero falar isso tudo a você? Sabe o quanto eu quero que você fique comigo e mais ninguém? Sabe? - agora falo olhando diretamente em seus olhos, a forçando a ver que o que falo é verdadeiro.
- Não sabia. - ela disse, voz baixa, olhos que ameaçavam transbordar lágrimas.
- Eii, não... Desculpa! Eu..
- Você é... Perfeito. - ela disse, me interrompendo também.
- Que? - perplexo estou eu agora.
- Sempre te amei! - ela sorria. Veradeira e sinceramente, ela sorria.
- Você... me... Uau! - sorrio também, começo a ficar mais nervoso. - Meu sonho é você. - falo em um sussurro.
Ela sorri novamente, com a meiguice e ternura que eu sempre via em seu rosto. Me aproximo dela e coloco seu cabelo atrás da orelha. Sorrindo, aproximo meu rosto do dela e toco de leve meus lábios nos seus, a puxo para mais perto de mim. Ela hesita por um instante e então me abraça, se entregando àquele beijo. Que será um dos primeiros de muitos outros.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Nem tudo é o que parece, lembranças de uma festa memorável

"Fica quietinho aí e não põe agora."
- Barbara Milan; em relação a como deveria proceder um beijo quádruplo.

"Bota um pouco aí no meu."
- Cris Meireles; pedindo mais bebida no seu... copo.

"Pobre do Pooh."
- Lauro Beiersdorf, Manu Costa e Any S; relembrando outra noite memorável.

"Diz ela que com o taco é ótima." "Lauro sempre baixando o nível da conversa."
- Lauro Beiersdorf; em relação a habilidade de Any em jogar taco, e Eduardo Rosales; dando o ar da graça, respectivamente.

  "50% grávida e 50% prenha."

- Lauro Beiersdorf; em relação a uma discussão sobre o que as cachorras ficam.


"Ela é lésbica e burra. Gostosa com Z?" "Gostosa com Z doeu na alma."
- Manu Costa e Lauro respectivamente sobre a ignorância alheia.


 "Já contou de quando tu viu o cofrinho dele?" "Ai!" "O cofrinho mais nojento que eu já vi na minha vida!" "Quer dizer que tu compara cofrinhos?"
- Any S, Juliana Seixas, Barbara Milan e Vinicius Pitana; respectivamente em relação a algo que ninguém mais precisa ver.

"Eu não ia segurar pra ele."
- Eduardo Rosales; em relação a segurar um copo para servir bebida.

"Lauro, faça o favor de ceder teu orifício circular rugoso a quem disponha de tempo, porque eu não disponho." "Eu tô livre."
- Any S; revoltada e Eduardo Rosales; aboiolando, respectivamente.

"O que dá pra fazer?" "Ahhh, tanta coisa..."
- Eduardo Rosales, em relação a como proceder e Any S; com malícia, respectivamente.

"É, bota tudo no Dudu!" "Não bota tudo não" "Tudo não... Só a metade."
- Any S; em relação a culpar o meliante Dudu, Eduardo Rosales; defendendo-se e Vinicius Pitana; sendo piedoso, respectivamente.


 "Surubas, orgias e tudo o mais." "Tô dentro."
- Any S; descrevendo o que aconteceria naquela noite e Manu Costa; largando a cara, respectivamente.

"Acho que o Pedro se deu, o Ju veio puxando as calças."
- Lauro Beiersdorf, maliciando a volta do menino que estava trocando de roupa.

"A guria levantou pedindo cartão, PÔ PROFESSOR!"
- Lauro Beiersdorf, comentando a um tombo fenomenal que uma garota levou em certa ocasião, obra de Vinicius Pitana.

"É Miojo com Suco, a janta das gurias!"
- Any S; em relação a Eduardo Rosales (miojo) e Christian Lafuente (suco), a menina que não mencionarei para não comprometê-la e Gabriela Hoffmann. OBS: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

"Voltou toda escabelada do quarto e nem me chamou!"
- Eduardo Rosales; em relação à menina (que não vamos mencionar OBS 2: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA) que estava arrumando o cabelo no quarto.

Nem tudo é o que parece, mas muita coisa que é... Não parece ser.



Meu aniversário, festa surpresa: uma grande tramóia. Mas amo todos vocês! Menos o Dudu, por razões óbvias. Te odeio muito, coisa pequena. UAHUAHAUHAUAHA. E mesmo que os guris conspirassem contra mim... E mesmo que ninguém tenha me contado da festa... E mesmo que a mãe tenha levado NÓS SETE (Any, Barbara, Chris, Djulio, Gab, Ju e Lucas) no carro, AO MESMO TEMPO. É, apesar de tudo. UAHAUHAUA Obrigada, mesmo que atrasado. Dia O9.1O.2O1O, mesmo que meu aniversário seja dia 11! alt3 pra vcs ♥

sábado, 20 de novembro de 2010

Mas que mistério?

- É mesmo - você diz, pensativo - ainda há mistério? - sorriu.
Seu sorriso ainda me encanta.
- Mistérios do Galeto Paulista? - rio - claro que não! - sorrio também e logo me aninho nos braços que você abriu para que eu chegue mais perto. Estamos sentados no chão do corredor da escola enquanto matamos a aula de português que você tanto odeia.
- Que sem graça, pô! Porque acabou meu mistério? - você exige saber, desse jeito meio autoritário de quem finge que manda em mim e que eu sempre obedeço.
- Ah sei lá! Acho que depois de tanto tempo, já não sei somente sobre seus interesses, como gostar mais de cachorro do que de gato, do Porco a qualquer time que haja por aí. Adora verde, faz coleção de camiseta de time de futebol... Sei que você adora música, toca guitarra... Prefere não só a beleza de uma garota, como também do conteúdo dela. Entendo seu comportamento em relação a qualquer situação. Uau, sei que você detesta menina chiclete, neurótica, ciumenta... Só não sei como você me atura! - rio.
- Como você é boba! Te aturo e aturo essas suas maluquices só porque te amo, ok? - você também ri.
- Ah, que lindo... - sussurro, deixo uma lágrimas escorrer pelo meu rosto. 
- Filha? - preocupação - Por que está chorando? - você me abraça forte.
- Será que eu mereço? Esse amor, esse carinho e essa amizade que nos une assim?
- Claro que sim. Sabe por que nossa amizade dá tão certo? - você não me deixa responder e segue - Porque nunca nos vimos mais do que como amigos.
- Verdade - sorrio - voltando ao assunto. Mas qual é o mistério, se eu não sei só sobre suas preferências, mas também o que você é?
 - Como assim? - você diz, franzindo a testa.
- Assim, ué... Sabendo que você pode ter mil atitudes e cada uma delas definiria um tipo de pessoa para você ser. Só que você pode ser todas elas sem se perder, sem perder sua essência. Entende? Sem deixar de ser esse cara que às vezes é homem, às vezes é gurizão. Esse cara que compreende ou pelo menos tenta compreender os outros - "Ou só eu?", acrescento mentalmente - Quem me ouve, quem me socorre... Quem sempre sai em minha defesa quando eu me ataco. Quem eu tenho certeza que brigaria com qualquer garoto para me defender se isso fosse preciso. Esse cara que sabe dar um humilhante pé-na-bunda de qualquer garota, mas se ela for "a tal" para você, você supera qualquer perspectiva minha e prova que pode ser um namorado romântico sem ser muito meloso, ao contrário do que eu sempre pensei de você. - enquanto falo, você desvia o rosto. Será que eu vi direito... Lágrimas? - Pai?
- Oi, melhor. - sim, é choro. Mesmo desviando o rosto, sua voz te entregou. 
- Poxa, deixa de ser fofo! - falo, puxando seu rosto para que você olhe para mim - Awn, não chora. Você sabe que é verdade.
- É incrível como você me conhece, só fico chocado com isso. - você volta a me abraçar, tão forte que quase me sufoca; até perceber minha falta de ar - Ops! - diz você com um riso.
- Credo - suspiro - Não se ofenda, mas às vezes acho que você é meio urso. - você segue rindo.
- Ah, que exagero - ainda rindo...
- Aham, quando você me matar depois de um abraço desse gênero, quero ver pra quem é que você vai contar tudo o que você me conta, ok? - digo, cruzando os braços, mostrando a língua e indo me sentar contra a parede oposta a que estava.
Silêncio.
- Filha? - você chama baixinho. 
- Que foi, pai? - há quanto tempo nos chamamos assim? Não sei. Mas é como se fosse um pai de verdade pra mim.
Você levanta e para na minha frente, olhando pra mim.
- Papai te ama! - você diz, sorrindo. Não contenho mais meu choro, ponho-me em pé também e te abraço com força.
- Obrigada por ser tão perfeito comigo e por conseguir me fazer mais feliz a cada dia que passa. Eu também te amo, muito!
Logo o sinal para o recreio bate, nos sobressaltando e me sobressalto. 
E então, meu despertador toca. Era um sonho. Nada disso foi real, você nunca me abraçou, nunca te olhei nos olhos. Muitos quilômetros nos distanciam, mas você está comigo sempre. Em mente. Em coração. Em alma. E o melhor de tudo, é saber que é de verdade. Lembro-me que é dia 19 de novembro de 2010, já faz um ano que você entrou na minha vida. Sorrindo, pego meu celular e te envio uma mensagem:
"Obrigada por esse ano que se passou, melhor. Que venham muitos outros, eu te amo muito."

Feliz amigo-versário de um ano, meu melhor.

P.S.: Era pra eu ter postado ontem, mas estou sem internet. Por isso só postei hoje.
P.S.²: Obrigada a Tha pela paciência e boa vontade.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Entrei em casa...

Desconfiada. Havia mesmo alguém a me seguir? Não sei ao certo. Poderia ser somente minha imaginação, mas enfim cheguei em casa e me sinto mais segura. Indo até a sala, me sobressalto com um trovão e logo uma chuva pesada começa a cair. O som dela me conforta brevemente. Passo em frente à porta de vidro que tanto adoro e grito: outro trovão, e sua luz ressalta a sombra de um homem na porta. Corro para meu quarto e lá me tranco. Respiro fundo várias vezes em uma tentativa muito falha de me acalmar. Alguém força a porta, ao mesmo tempo em que a energia acaba, me deixando em uma completa escuridão. Procuro algo para me defender, e o melhor que consigo achar é um candelabro que havia sob a cômoda. O estranho consegue abrir a porta, meu coração para de bombear meu sangue. Outro trovão ilumina meu quarto, o estranho aponta algo em minha direção. Congelo e logo suspiro. O que ele aponta é uma lanterna, ele a acende e descubro que o estranho é apenas meu namorado e então corro para abraçá-lo.
- Porque você demorou? - reclamei - achei que havia alguém invadindo a casa!
- Calma, amor. - ele sussurrou, melifluamente - Eu estou aqui, agora.
Não tive tempo para me sentir aliviada, pois então chegou a dor. O que está acontecendo? Já não sinto meu corpo direito, há algo de muito errado! Tentei falar com meu namorado, dizer que eu não me sentia bem, mas minha voz sumiu. Olhei seu rosto e ele sorria. Então percebi o que ocorreu no momento em que a energia voltou. Seu rosto estava distorcido em uma máscara sádica, e em sua mão havia uma faca ensanguentada. A dor que senti, foi de quando ele - o cara que eu amo - afundou aquela faca em minhas costas, rasgando literalmente meu corpo de fora para dentro. Caio de joelhos no chão.
- Porque? - um sussurro sem sentido, agora que já não existe mais forças em mim: não havia motivo.
- Porque você nunca foi boa o bastante para mim. - ele riu, alucinado e acrescentou, antes de se ajoelhar ao meu lado e beijar minha testa - Não se preocupe, vou apagar as luzes... Sei que você não gosta de dormir com as luzes acesas.
E assim, saiu. Gargalhando e se divertindo, deixando-me sangrar até a morte, apenas por "não ser boa" para ele.




Vocabulário:
melífluo adj.

1. Que corre como mel; que destila mel.
2. Fig. Doce; suave; harmonioso.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Para, para!

- Estou falando sério, sai de perto de mim - eu disse, apontando para ele como um aviso, quando ele começou a se aproximar.
- Não posso. Eu... Eu ainda te amo.
- O QUE? VOCÊ ME AMA? Com que coragem você tem para me dizer isso, depois de tudo o que você fez? Não tens o mínimo de noção, se acha que vou acreditar nisso! - se ele não parar, eu juro que não vou me controlar.
- Não tenho culpa, a gente não pode dar certo agora. - ele parecia lamentar ter que me dizer isso.
- Então, não diga que me ama. Diga que eu não fui nada na sua vida, além de um passatempo levemente interessante. Fazes bem à minha sanidade. 
- Você quer que eu minta? Ok então, você não é nada nem nunca foi nada na minha vida. - ele disse, destacando cada palavra.
- Obrigada. Sempre soube que isso é verdade, só faltava você admitir.
- Para - ele chegou perto e segurou meus braços junto ao corpo - você sabe que isso não é verdade, falei porque você quis que eu falasse.
- Eu parar? - as lágrimas vinham com facilidade - Realmente. Tenho que parar de pensar em você, parar de querer você. Parar de lembrar de tudo o que você me disse, e em como eu fui ingênua. 
- Não consigo, não suporto você falando assim. É como se eu fosse um imbecil que faz com que as meninas se apaixonem por mim só para ter o gostinho de escolher outra no fim das contas!
- Sabe o que eu não consigo? Não consigo acreditar que você nunca me amou, nem sequer um pouquinho. Não consigo passar um dia sem pensar em você. Sem pensar em tudo o que poderia ter sido e não é. Não consigo passar uma noite sem chorar antes de dormir. Com... com saudade de você. Agora me solta e me deixa ir, acho que já deu de você brincar comigo!
- Nunca brinquei, meu amor. Eu te amo e é sério. Um dia, você vai entender. - ele disse, aproximando o rosto do meu lentamente e então dando um beijo demorado no canto da minha boca, e logo baixou o tom de voz e olhou dentro dos meus olhos para dizer  - ainda vamos nos amar muito, de verdade. 

sábado, 10 de julho de 2010

Eu não consigo

Simplesmente não sei mais como fazer, como mostrar, como te fazer sentir, como te fazer enxergar tudo o que sinto por você. Tudo o que meu pobre e desesperado coração sente, e quer mostrar a você, mas não sei como fazer isso. Sabe o quanto é frustrante não conseguir te dizer o quanto te amo? E então, começo a pensar em maneiras para alcançar esse objetivo, e quanto mais eu penso, mais confusa eu fico. A insegurança, o medo de que você não veja isso, e o medo de que você não me queira dessa forma, batem à porta do meu eu, incessável e constantemente. Você pede que eu não fique assim, mas não consigo resistir. Cada minuto longe de você é como se faltasse algo em mim, cada hora sem você é uma tragédia... Em palavras, eu não sei mais expressar tudo o que sinto. Por mais que eu me esforce, nunca vou conseguir expor em reles palavras, esse sentimento todo que carrego comigo. Só por favor, por favor... Não deixe que eu caia novamente, pois não sei se eu conseguiria levantar mais uma vez.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Esqueça-me

- E estou falando sério. - disse uma eu completamente desvairada - Você me traiu. Que raio de amiga é você? - As lágrimas vinham com rapidez e facilidade.
- Não fiz por mal... Não pensei que fosse tão importante assim! - Ela também chorava.
- Você não deve sair explanando por aí o que eu te conto! Escuta aqui, eu confiei em você. - eu disse apontando para o rosto dela - E o que você me deu em retribuição? Uma facada no meio das costas? - dei as costas a ela e comecei a andar de um lado ao outro, tentando reprimir a fúria que em mim existia.
- Olha pra mim, eu não tive intenção de te fazer mal, por favor, acredita em mim... - ela disse, a voz falhando enquanto segurava minha mão, e no mesmo instante me soltei do aperto dela.
- NÃO! PENSEI QUE PUDESSE CONFIAR EM VOCÊ, PENSEI QUE VOCÊ PUDESSE SER DE UM TUDO, MENOS DESLEAL COMIGO, ACABOU.
A deixei sozinha naquela pracinha em que tantas vezes nós andamos de balanço e conversamos sem ter noção do tempo que transcorria, enquanto vivíamos nossos momentos nostálgicos, pensando em como fomos amigas desde aquele primeiro dia na escola. Eu estava sozinha, e você? Rodeada pelas outras crianças da escola. Você abriu mão de todos aqueles por mim. E agora, estou voltando pra casa sozinha. Da mesma forma em que cheguei na escola, naquele primeiro dia. Não vou dizer que não sentirei sua falta, porque você foi minha companheira durante 10 anos. Sei que não vou suportar a incerteza que você representará. Posso te perdoar, mas não vou mais conseguir confiar em você, como um dia eu já confiei.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Para com isso

- Eu já disse que não vou mais falar com ela. - falei já perdendo a calma.
- Mas ela te gosta tanto, pequeno... 
Olhei nos olhos dela. Ela é minha melhor amiga, minha companheira. Mas tem dias em que ela se torna insuportavelmente irritante. Coisinha pequena e chata. E é a melhor amiga dela, também.
- Não vou impor minha presença a ela - eu disse, abaixando a cabeça.
- E quem disse que ela não quer tua presença? - ela pôs a mão no meu queixo e levantou meu rosto - Ela te ama. Sabe o quanto é cansativo eu ouvir ela dizer o quanto te ama? E sabe como é cansativo te ver choramingando por ela?
- Mas, mas.. - a umidade em meus olhos começou a extravasar.
- Viu? Eu disse. Vai falar com ela. - me puxou pelas mãos, me fez ficar em pé. Foi me empurrando para fora da sala de aula.
- Cara, eu te odeio, não vou falar com ela. - quando chegamos na porta da sala, ela estava ali, escorada na parede. Minha melhor apertou minha cintura com as unhas. - AI MEU! - e com isso, acabei chamando a atenção daquela menina... Que tem sido a minha vida, até que brigamos porque eu fiquei com ciúme de um garoto apaixonado por ela.
- Ahh, oi.. - ela disse assim que me viu, o rubor subindo ao rosto dela assim que ela pronunciou as palavras. Minha melhor me largou na hora e levou a menina que estava com a minha vida, a puxando pela mão.
- Olha, desculpa
- Olha, desculpa - falamos ao mesmo tempo e rimos em seguida.
- Perdão. Eu não sei o que me deu, eu... Só tive tanto medo de te perder, daquele outro garoto ser melhor que eu e você acabar preferindo ele a mim. - respirei fundo, tentando me conter e não voltar a chorar - só por favor... Não diga que não sou mais o bastante para você. - não aguentei, elas desceram pelo meu rosto, e logo senti a pequena mão dela em meu rosto, secando levemente as lágrimas que eu não queria que estivessem ali. Ela segurou minhas mãos, ficou na pontinha dos pés e encostou suavemente seus lábios nos meus.
- Psiiu, não fala isso. Sabes que eu vou sempre ser tua... Como você sempre será meu. Não é mais algo que consigamos escolher, entende? Tão simples quanto respirar, e precisamos um do outro como...Como precisamos da luz do sol, do calor. Nosso amor é inevitável.
E com isso, eu chorei mais ainda, mas agora a peguei em um abraço de urso, como se com isso eu conseguisse deixar ela colada em mim, para que nunca mais nos soltássemos. Ela sorriu, eu disse ao ouvido dela "eu te amo". Minha melhor? Ficou na escada da escola, observando tudo sem que percebêssemos, e com o sorriso que ela exaltava, vi que ela se sentia muito satisfeita, vendo seus dois melhores amigos, unidos novamente. Agora, para sempre.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Já são mais de...

Oito horas da noite. E ele sequer me telefonou. Não aparece desde ontem, eu já estou preocupada. Será que algo aconteceu a ele? Ou será que ele sumiu assim por minha culpa? Total e exclusivamente minha culpa? Fiquei com o telefone na mão o dia inteiro, esperando aquele telefonema... E nada. Resolvi então ligar, eu precisava ouvir a voz dele, saber se estava tudo bem. Escrevi diversas vezes o número, sem ter coragem o bastante para realizar a ligação. Disquei mais uma vez e liguei mesmo. Coloquei o aparelho ao ouvido e esperei que ele atendesse. Nada. Ok, se é assim que você quer. Resolvi tomar um banho quente e dormir, nada mais normal para uma sexta feira a noite. Deitei a cabeça no travesseiro, e sinceramente, eu tentei não chorar. Mas não consegui conter, e elas rolaram pelo meu rosto até que então eu dormi, cansada de tanto chorar. Era madrugada, e meu telefone tocou. Insistente, irritante, durante meu sono conturbado. Acordei meio grogue, mas rapidamente fiquei alerta, quando vi quem me telefonava. Era ele. Atendi, tentando ser indiferente.
- Alô? 
- Oi ... Preciso dizer que te amo. - ah agora ele me ama?
- Onde você esteve o dia inteiro?
- Andei por aí, pensando na minha vida. - é, o problema é comigo mesmo
- E chegou a alguma conclusão? - tentei deixar minha voz estável, mas não tive sucesso algum, obviamente.
- Sim. Você pode vir até aqui? Precisamos conversar. 
- Tudo bem, só vou vestir algo e logo vou.
Sim, agora meu mundo está prestes a terminar, agora minha vida, minha razão... Vai se esvair. Vai deixar de existir. Cheguei 15 minutos após a ligação, ele abriu a porta, um tanto hesitante.
- Então, o que você quer? - eu disse, novamente tentando demonstrar uma indiferença que não existia.
- Olha - ele segurou minhas mãos, e entrelaçou seus dedos nos meus - você sabe que eu te amo, não sabe?
- É... Acho que sei. Continue.
- Por mais que eu te ame, não podemos ficar juntos, isso não tem mais sentido. - senti-me gelada por dentro imediatamente, e isso nada tinha a ver com o frio que fazia nesta noite. Engoli a seco.
- E porque não tem sentido? Você mesmo não disse que me ama? - respirei fundo, tentando me manter controlada, já sentindo a histeria que viria em seguida.
- Eu te amo... Mas existe outra pessoa. - deixei escapar uma lágrima, e logo esfreguei a mão pelo rosto.
- Então você não me ama mais. - soltei minhas mãos das dele, com dificuldade, pois ele não queria me soltar de forma alguma.
- Sim, eu te amo.. Só que essa pessoa exerce uma atração incrível sobre mim, não posso resistir a isso, e não quero te ferir, mais do que já estou fazendo. - se ele tivesse batido em mim, teria doído muito menos.
- Tudo bem, é assim que você quer... Não posso fazer nada. - passei as mãos pelo pescoço, procurando a correntinha que ele havia me dado em nosso primeiro encontro. A tirei, e então a coloquei nas mãos dele, que se mostrou muito surpreso com meu gesto.
- Não, fica com ela, foi um presente.
- Não, eu não vou ficar. Dê o presente pra sua "pessoa que exerce atração incrível sobre você" - deixei meu despeito aparecer, e a acidez jorrar de minhas palavras, não me importava com mais nada. Ele começou argumentar comigo, mas logo o cortei. - NÃO, NÃO QUERO MAIS SABER. ME ESQUEÇA.
Saí quase correndo da casa dele, e ele veio atrás de mim. Eu continuava a dizer para ele me deixar, quando eu atravessava uma avenida um tanto movimentada, eu me virei pra pedir a ele que me deixasse de uma vez por todas, e foi quando aconteceu. Não lembro direito como foi, só vi duas luzes muito fortes vindo em minha direção. Eu olhei nos olhos dele mais uma vez, ele correu para mim, me abraçou com força, eu sussurrei a ele um último "eu te amo". Uma lágrima cintilou nos olhos dele, e então a luz chegou em definitivo. Para que nunca mais víssemos nada neste mundo.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Só ...

- Não vá embora.. - eu disse, esperando pela dor.
Ele me olhou e logo desviou o olhar. Seu olhar se prendeu às nossas mãos, ainda entrelaçadas. Ele beijou a aliança que eu usava, a que ele mesmo tinha colocado em meu dedo, em alguma ocasião, há muito tempo.
- Nunca, está me ouvindo? Eu nunca vou te deixar... Nem vou deixar de te amar. - ele voltou a fitar meus olhos, e sorriu como eu não o via sorrir há vários dias. Senti a umidade em meu rosto transbordar.
- Promete? - consegui indagar em uma voz fraca.
- Vou deixar de te amar, no dia em que o sol deixar de nascer. - meu coração parou, e eu precisei lutar com meus pensamentos e colocar minha respiração como prioridade. Assim que consegui respirar novamente, envolvi meus braços ao redor de seu corpo e repousei minha cabeça sobre seu peito, ele também me abraçou e afagou meu cabelo.
- Nosso amor é pra sempre, minha pequena. - e, sussurrando ao meu ouvido, ele repetiu - pra sempre.

sábado, 26 de junho de 2010

Please, get out of my dreams


 Acordei no meio da noite outra vez, estava frio, puxei os cobertores e abracei meus joelhos. Lágrimas começavam a brotar dos meus olhos.
     Sim, eu havia sonhado com ele novamente. Já era a segunda vez em uma mesma semana, eu já não estava mais aguentando.
     No sonho nós estávamos felizes, juntos, de mãos dadas, rindo. Ele parou na minha frente e beijou delicadamente meus lábios. Uma descarga de emoções tomou conta do meu corpo, e eu senti aquele friozinho na barriga, típico de quando estamos apaixonadas. Estava tudo tão perfeito, eu e ele juntos novamente. Era tão bom o abraço dele, tão aconchegante, ele tão grande e eu tão pequena, era como se ele pudesse me amassar cada vez que me envolvia em seus braços. Eu me sentia tão feliz, tão viva, tão COMPLETA.
     Mas então, tudo foi ficando nublado, então eu acordei ... e percebi que era só mais um sonho. O desespero estava tomando conta de mim novamente, e isso sempre acontecia quando eu estava sozinha. Meus pais estavam dormindo, e eu não sairia no meio da madrugada pra ir na casa de minha melhor amiga, mesmo que fosse pertinho - dobrando à esquina - não teria cabimento eu ir aquela hora em sua casa.
     De nada me adiantava ficar daquela maneira, eu estava só prolongando meu sofrimento. Embora a todo momento eu tivesse uma vontade imensa de chorar, eu prometi a mim mesma que não choraria mais - prometi que TENTARIA não chorar mais. 
     Com o tempo isso passa, não é o que todo mundo diz? Bom, espero que passe mesmo.


Sei que os dias passaram e eu vejo que o nosso pra sempre acabou ♫  

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Hasta que llegues tu

Quando você estiver ao meu alcance e eu olhar nos teus olhos, vou ter mais certeza de você do que já tenho. Vou sussurrar aquele "eu te amo" que está preso em minha garganta, vou sorrir igual criancinha boba e muito provavelmente vou chorar. Mas vou finalmente estar em teus braços, e acima de tudo... estar completa. 

sábado, 19 de junho de 2010

Dane-se

E daí se você não quer mais me ver? Você acha que vou ficar deprimida chorando em um cantinho? Acha mesmo que vou ficar esperando você querer voltar pra mim, ou ainda: acha que vou te perseguir? Se a resposta de alguma dessas perguntas for positiva, considere-se um auto iludido. Não vou mais ficar a sua espera, esse tempo já acabou. Chorar por você ficou para trás. Agora chegou a era em que não vou mais me importar com o que você e toda a sua imbecilidade vai pensar de mim. O seu tempo na minha vida a-ca-bou.


P.S.: Eu não sabia em que marcador colocar esse texto sem noção :(

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Não consigo

Nem tento mais, se querem rolar pelo meu rosto, o façam. Ninguém vai ver mesmo, nem vão se importar. Talvez nem eu me importe mais em estar chorando. Agora que já começou, não vou me dar ao trabalho de refrear. Preciso disso, se não vou explodir. Não sou fraca; não por chorar. Não ouse dizer que sou fraca, você não resistiria a metade do que já aconteceu a mim. Uma hora, ser forte e fingir que nada te afeta cansa. Uma hora, você vai ver que tudo está dando errado ao mesmo tempo, sentir que isso tudo já aconteceu de outra forma. Logo você vai chegar à simples conclusão de que só te resta chorar, e então, eu quero ver quem não tem força por aqui.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Então você veio

E me fez tão feliz... Se eu abrir os olhos você jura não partir? Preciso de você aqui. O mais estranho é te sentir tão comigo. Te ver ao meu lado, sendo que você não está aqui. Estranho é sentir isso tudo acontecendo comigo, sentir tudo o que sinto e morder o lábio de tanto nervosismo. Sonhar com você, dormindo ou não. Imaginar sorrisos, abraços e olhares. Falar com você e rir, da mesma forma que uma menina inocente riria. Mas e se nada for real, se nada passar de uma ilusão que eu mesma criei? Talvez eu não consiga passar por isso novamente, e talvez eu não saiba superar tudo isso uma segunda vez. Seria azar demais, ou meu cupido me ama incondicionalmente, não quer me ver com mais ninguém, e por isso fica armando essas ilusões, pra que eu fique sozinha e ele tenha uma chance a meu lado.

domingo, 23 de maio de 2010

I want

Quero só poder olhar nos teus olhos, e ver teu sorriso iluminar meu rosto como um raio de sol. Poder ver que você gosta de mim tanto quanto eu gosto de ti. Sentir que você me quer da mesma forma que te quero. Talvez eu precisasse só de uma certeza. Talvez eu quisesse só ver e sentir tudo isso de verdade, ao invés de nos meus sonhos. Talvez nada disso vá se tornar verdade, talvez eu fique magoada novamente, não importa. Eu quero isso tudo mesmo assim.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Maybe

Talvez eu não queira te fazer sofrer. Talvez devêssemos terminar com tudo isso antes que saiamos mal dessa história. Não posso me culpar por não te ter aqui, não posso te culpar também. Talvez eu esperasse algo diferente do que aconteceu. Talvez não fosse nada do que eu pensava. Talvez eu precise mais do que você pode me oferecer agora. Essa distância destruiu tudo, e hoje não consigo viver assim. Talvez eu esteja precisando de mais atenção. De um abraço. Um beijo, um carinho. Qualquer coisa, talvez só a presença de alguém que me ame. Não que você não me ame, mas sim, alguém que viva literalmente a meu lado. Talvez eu esteja errando, mas com meus erros eu aprendo, e estou pronta pra assumí-los e superá-los.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Mudando, ou não

Mudanças são extremamente necessárias. Espontaneamente ou não, elas acontecem sem perguntar o que você acha sobre isso. Muitas vezes, elas são impossíveis de se evitar, trazendo com elas, as consequências correspondentes. Mas a grande questão é sobre o tipo de mudança que ocorreu. Ninguém quer regredir, e muito menos ser inferior ao que é. Quando as mudanças fazem você ser menos, o que fazer? Mudar novamente ou continuar assim? O que define isso, é o que você carrega no peito e na mente. Seu amor e sua ética. Sua visão de correto e errado. Coerência ou não. E a vontade de ser melhor, sua capacidade de almejar mais para si. Penso que a vida é muito para ser desperdiçada com inseguranças e medo do que pode acontecer. Não roa dúvidas. Apenas viva.

P.S.: Já foi postado em outro blog, mas é meu.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Gratidão

Então você é perfeita. Você tem duas pernas, dois braços, audição, olfato, paladar, visão, tato, fala. Tudo perfeito. Mas você não gosta do seu cabelo: e então tudo é caos. Ou então, você acha que seus seios são pequenos: catástrofe. Ou ainda você acha seu nariz grande: acabou o mundo. Esperem aí, o mundo não é assim. Creio eu que deveríamos agradecer a Deus por ter nos feito assim perfeitas, e não ficar nos martirizando por não termos a bundinha empinada como a da Fulaninha, nem os peitões daquela atriz. Caramba, deixe de ser fútil: você vive! Respira, caminha, fala, ouve, tudo sozinha; fique feliz, agradeça por isso, ao invés de chorar pelas "imperfeições" do nosso corpo. A vida é muito mais do que pensamos. *-* Minha mãe sempre diz que a vida é um espetáculo: é mesmo. E devemos desfrutá-lo até o último momento; sempre agradecendo por tudo que nos foi dado, comemorando nossas vitórias, e principalmente: superando nossas perdas. And never give up!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Aonde quer que eu vá... ♫

Então, 16 anos meu pequeno. Seriam 16, aliás, se tu não tivesse ido embora. Ainda sinto tua falta, e escrever isso aqui está sendo absurdamente difícil. Eu só queria agora, poder te abraçar e te desejar um feliz aniversário. E esse meu querer me fere bastante quando eu vejo que não posso. Fere também quando penso no que poderia ter sido... Não supero, não esqueço, não consigo esquecer, não quero esquecer. É, eu ainda te amo.

... te levo comigo ♫

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Meu, meu, meu e de mais ninguém

Ele é de outro estado, ele não está ao meu alcance, ele é... Um irmão, digamos assim. Foi quem esteve comigo em momentos difíceis, foi quem me aloprou com certas decisões e tentativas que resultaram em um hospital. Ele é alguém com quem vou sempre me preocupar, alguém de quem sempre vou lembrar, um amigo que sempre vou amar. Não é sempre que ele me ilumina com sua "presença", mas sempre que o faz, me inunda de felicidade. Ele é ciumento, ele é querido, ele é conselheiro e me ama demais, cofcof KK. E essa amizade surgiu em um mundinho imaginário, completamente surreal. Mas essa amizade é verdadeira. Ele não está aqui pra me abraçar, mas a cada "eu te amo", eu sinto ele comigo. Mesmo quando o "eu te amo" não é dito, eu o sinto aqui. O tempo longe dele é de saudade, grande saudade; que logo é preenchida com um mísero scrap dizendo "oi". Não vai passar, Kauã/Pablo. Ao meu ver, a amizade não tem limites nem barreiras, se realmente for amizade, cruza fronteiras de estados e ultrapassa o que for preciso, mas nunca se deixa, e nunca se esquece. Eu te amo muito.

domingo, 28 de março de 2010

Entre perda, querer e sentir

A vida nos separa de tantas coisas
Nos separa de coisas que amamos
De coisas que gostamos

Espero que eu tenha sorte um dia
Que eu possa ouvir só coisas boas
Coisas que me façam sorrir
Coisas que me façam sentir alegria
Por estar aqui

Quero sentir de novo aquele nervosismo
Aquele frio na barriga
Aquele estado que só você sabe me deixar

Quero ouvir sua voz
Nem que seja a última vez
Quero te ouvir
Pra saber que sempre vai estar ali
Me cuidando
Como se eu fosse um anjo
Um anjo que precisa de cuidados

Só quero ter sorte
Ter sorte por toda a vida.

G.

quarta-feira, 17 de março de 2010

E hoje

Assistindo à novela, senti uma tristeza irromper dentro de mim. Só uma novela, sim. Mas o drama me atingiu em cheio e foi como se enfiassem um ferro em brasa por minha garganta. A menina grávida deu a luz à sua filha, que nasceu prematura, não resistiu e faleceu. Me pergunto o que me fez ficar tão deprimida assim. O que tem me ferido, o que tem me dilacerado. O que tem impedido a plenitude da minha felicidade. Por um lado, eu estou feliz. Muito feliz. Mas ao olhar em direção ao outro lado, tudo muda, não tenho mais chão, e só tenho mágoas. Isso vai passar. Eu tenho certeza. No momento em que eu conseguir esquecer essa traição, isso vai passar. O tempo passa. Mesmo quando isso parece impossível. Mesmo quando cada tique do relógio faz sua cabeça doer como se fosse um fluxo de sangue passando por uma ferida. Ele passa desigual, em estranhos solavancos e levando a calmaria embora, mas ele passa. Mesmo pra mim. - Lua Nova, Stephanie Meyer.

terça-feira, 16 de março de 2010

Addicted, 2.

A verdade de minhas palavras me assusta; o amor que carrego por você também. É muito difícil viver isso, viver tudo o que sinto longe de você, do teu corpo, das tuas mãos tocando de leve meu rosto, ou dos teus braços envolvendo meu corpo. Pensar que isso pode nunca acontecer, machuca. Ver isso não acontecer também. Há dias que nada mais desejo além de ficar ao teu lado, fazendo coisas que não têm tanta importância quando as fazemos com pessoas que temos ao nosso alcance, como assistir um filme, caminhar por uma pracinha ou simplesmente olhar em seus olhos enquanto sussurro um eu te amo quase sem som. Acho que eu só quero poder te ter à distância de um braço. Acho que só posso pedir que você espere até esse momento chegar. Acho que agora, eu só quero te ouvir dizendo novamente que ama.

terça-feira, 9 de março de 2010

Quem conhece

Sabe do que falo. Ela vivia chorando pelos cantos, por ser diferente e ninguém gostar muito disso. Ela vivia tentando sorrir para parecer forte; não que ela não fosse, ela apenas não queria parecer frágil aos olhos alheios. Foi quando ele apareceu, e logo se tornaram impossivelmente mais conectados do que jamais poderiam ter sido. Ela começou então, a viver ele, em função dele, ficando feliz por ele, chorando por ele, sorrindo por ele, ficando paranoica por ele, aloprando com quem chegasse perto dele. E até hoje é assim. Ela o ama, ele a ama, eles nunca falam sobre isso. É tão estranho quando duas pessoas se amam e não estão juntas. Não há o que os impeçam, a não ser eles mesmos. Ela tem medo de um possível 'não', ele tem medo não sei do que. Seria tão mais fácil se eles admitissem um para o outro tudo o que sentem, seria tão mais feliz, tão mais bonito, tudo tão colorido... tão perfeito. Agora cabe a eles essa decisão. Vendo de outra perspectiva, não tenho mais o que fazer. Tentei de todas as formas convencê-la a se "declarar", ela não me ouve, diz que não entendo. But ok, it's happens. Não importa o que acontecer, eu estarei ao lado dela. Para ouvir, consolar, rir ou comemorar junto. Believe in yourself, everything is gonna be alright. ♥

sábado, 6 de março de 2010

Arrependimentos, falhas e .. o que mais?

Sabe quando você sente que nada que você faz é bom o suficiente? Sabe quando sempre tem alguém pra fazer uma crítica?, quando tem alguém pra ver o que você não fez certo mas nunca vê o que você fez de bom? É, isso cansa. E depois das críticas, vem aquele arrependimento da parte de quem critica. Não vem um pedido de desculpas, mas vem aquela aproximação não muito sutil, meio descarada... Puxando conversas sobre assuntos banais, coisas sem importância. Mas critica por já estar saturada de tantas coisas erradas acontecendo. Entretanto não sou a culpada dessas coisas acontecerem de forma errada. É injusto, é indesculpável. Tenho me esforçado, tenho cooperado. Se outros alguéns não cumprem seus respectivos deveres, não sou culpada. Não vão descontar mais em mim. E as críticas sem motivos plausíveis me destroem. Fiquem cientes disso.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Momentos de...

Ódio: Aversão inveterada e absoluta; raiva; rancor; antipatia e Raiva: Grande irritação; fúria; ódio. Foi repentino. Quando vi, já estava tomada. Motivos? Não, nenhum que valesse mesmo, nenhum motivo palpável muito menos um motivo plausível. Mas aquilo começou a crescer dentro de mim, de uma forma impressionante. Notei que estava estrapolando quando minhas mãos já estavam cortadas pelas unhas, ao cerrar os punhos em uma infeliz tentativa de conter-me. A cada minuto a raiva crescia devastadoramente em meu peito. Pra que isso? Perguntava meu eu. Culpa daquela pessoa, só daquela pessoa. Resolveu agora brincar comigo. Resolveu agora me abandonar e me esquecer. Porque é assim que me sinto: sozinha, abandonada e esquecida. E a culpa dessa minha raiva, na realidade, não é dessa pessoa. É da minha própria pessoa. Burra, idiota. E agora ainda guardo comigo meus sentimentos de raiva, ódio, e mágoa. Mágoa: Tristeza; desgosto; dor de alma; amargura. Quero saber quando é que vou aprender a não ser mais tão.. tão.. tão imbecil como sou.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Traidoras

A vontade dentro do meu peito me contraria quando repito que estou bem. Lágrimas traidoras se formam em meus olhos e insistentemente caem pelo meu rosto. Não tenho ideia do que se formaram, mas caem em cascata pela minha face. Tento ouvir músicas pra me animar, mas elas me fazem ficar pensativa. E volto a chorar. Traidoras, deviam se formar apenas quando eu quisesse, e não quando elas tivessem vontade de me delatar. Mas isso vai passar, como tudo na vida passa; e hoje a noite eu estarei melhor... ou não.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Addicted in your voice

Ao ligar, ela logo ouve aquele costumeiro 'oi' que mexe tanto com o seu interior. Ouve aquelas palavras que fazem ela tremer. Ouve tudo o que ela ama ouvir. Altas conversas durante toda a madrugada; confissões, pedidos, todo aquele sentimento vindo à tona. Como se nada mais importasse, e a questão é: quando ela está com você, algo mais importa? Não. A teu lado, nada mais importa para ela. Ela só quer te sentir perto, só quer te abraçar, ouvir sua voz sussurrando aquelas palavras que tanto importam. Só quer te sentir ao seu lado. Como se nada mais importasse, como se só existisse ela e você no mundo, ela seria feliz somente com você. Nada mais pode fazer isso voltar atrás, nada vai fazer esse sentimento se dissolver. Ela te ama, entenda isso. E não vai deixar de amar, ela não consegue te esquecer por sequer um minuto, e mesmo que conseguisse esquecer, ela não quer isso. Ela não quer nem ao menos tentar te esquecer, é algo com que ela nem sonha. Pois a felicidade que você proporciona a ela, é imensa, é inquebrável, chega a ser absurda. Tuas palavras sendo sussurradas a extasiam, a inebriam, a hipnotizam. Ela só quer que isso não termine. Ela precisa que isso perdure, e assim, ela vai ser muito mais feliz do que ela jamais imaginou ser um dia.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Aquela pessoa

Hoje, sentada no chão da sala, sentindo os tremores que os trovões fazem quando querem indicar (ou não) que uma deliciosa chuva está se aproximando, ela se sente estranhamente feliz. O telefone toca, e ela nem ao menos se põe de pé para pegar o aparelho, ela tem certeza que sabe quem é. É aquela pessoa que tem feito com perfeição o coração dela disparar, bater alucinado contra o peito. Quem tem feito ela gelar, e que faz ela se sentir bem como nunca. Aquela pessoa que sussurra "eu te amo muito" e a faz ficar arrepiada das pernas ao pescoço. É uma sensação tão boa que ela tem medo de que termine. É algo que ela nunca sentiu na vida, algo que faz ela se sentir confusa, feliz, nervosa... apaixonada; tudo ao mesmo tempo. E quer saber? Ela não está se importando com o que vão pensar sobre isso tudo.

P.S.: "Ela" do texto não sou eu, viu bebês?