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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

De forma violenta

As lágrimas chegam aos meus olhos nesta noite e escorrem como cascata pelo meu rosto. A percepção veio normalmente, como se meu inconsciente já soubesse disso e eu não quisesse admitir - e foi exatamente o que aconteceu. Tento puxar o ar, não há nada obstruindo a passagem dele, mas respiro com dificuldade, e muita dificuldade. Foi difícil entender o que me levou até você, até hoje não entendo muito bem. Talvez pelas frases bonitas. Talvez porque você simplesmente tenha me ganhado de uma forma inexplicável. Ou então sou mesmo uma menina simplória, o que é mais provável. Não é preciso pôr a mão sobre meu peito pra sentir meu coração bater de uma forma rápida demais pra ser considerada normal, chegando a me causar dor. Aperto. Angústia. Mais dor. Quantas rasteiras mais eu vou levar nessa vida? Não quero mais contar, já falei que não ia aguentar mais nenhuma. Fiz, sim, planos. Mas não passava de ilusão, não é verdade? A cada dia que passa você está mais fixado a mim, eu não consigo me desfazer de você. Preciso me libertar desse amor que sinto, por mais que eu não queira fazer isso.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Então é assim?

Eu praticamente te idolatro. Faço de um tudo para que você veja o quanto dedico meu amor a você, e você não é capaz de ver isso! Não é capaz de sequer agradecer toda minha devoção a você. A VOCÊS! Sabe o quanto dói? Não, você não sabe! Óbvio que não, você dá muito mais valor a qualquer outra. Porque supõe que eu vou sempre estar aqui, não é? ACORDE! Você pode estar supondo errado. A cada dia que passa, tenho mais certeza que você está sim, supondo errado e muito errado. Você devia me dar ao menos um pouco de atenção. Não quero que você não olhe outras, só quero que também olhe pra mim! É pedir muito? Sinceramente eu estou cansada, quase desistindo. Não quero me ver obrigada a te esquecer. Não quero mais que meus amigos precisem dizer "por favor, esquece ele". Não quero sequer pensar nisso tudo e acima de tudo, não quero que você me faça te esquecer.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Não consigo

Nem tento mais, se querem rolar pelo meu rosto, o façam. Ninguém vai ver mesmo, nem vão se importar. Talvez nem eu me importe mais em estar chorando. Agora que já começou, não vou me dar ao trabalho de refrear. Preciso disso, se não vou explodir. Não sou fraca; não por chorar. Não ouse dizer que sou fraca, você não resistiria a metade do que já aconteceu a mim. Uma hora, ser forte e fingir que nada te afeta cansa. Uma hora, você vai ver que tudo está dando errado ao mesmo tempo, sentir que isso tudo já aconteceu de outra forma. Logo você vai chegar à simples conclusão de que só te resta chorar, e então, eu quero ver quem não tem força por aqui.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Aonde quer que eu vá... ♫

Então, 16 anos meu pequeno. Seriam 16, aliás, se tu não tivesse ido embora. Ainda sinto tua falta, e escrever isso aqui está sendo absurdamente difícil. Eu só queria agora, poder te abraçar e te desejar um feliz aniversário. E esse meu querer me fere bastante quando eu vejo que não posso. Fere também quando penso no que poderia ter sido... Não supero, não esqueço, não consigo esquecer, não quero esquecer. É, eu ainda te amo.

... te levo comigo ♫

quarta-feira, 17 de março de 2010

E hoje

Assistindo à novela, senti uma tristeza irromper dentro de mim. Só uma novela, sim. Mas o drama me atingiu em cheio e foi como se enfiassem um ferro em brasa por minha garganta. A menina grávida deu a luz à sua filha, que nasceu prematura, não resistiu e faleceu. Me pergunto o que me fez ficar tão deprimida assim. O que tem me ferido, o que tem me dilacerado. O que tem impedido a plenitude da minha felicidade. Por um lado, eu estou feliz. Muito feliz. Mas ao olhar em direção ao outro lado, tudo muda, não tenho mais chão, e só tenho mágoas. Isso vai passar. Eu tenho certeza. No momento em que eu conseguir esquecer essa traição, isso vai passar. O tempo passa. Mesmo quando isso parece impossível. Mesmo quando cada tique do relógio faz sua cabeça doer como se fosse um fluxo de sangue passando por uma ferida. Ele passa desigual, em estranhos solavancos e levando a calmaria embora, mas ele passa. Mesmo pra mim. - Lua Nova, Stephanie Meyer.

terça-feira, 16 de março de 2010

Addicted, 2.

A verdade de minhas palavras me assusta; o amor que carrego por você também. É muito difícil viver isso, viver tudo o que sinto longe de você, do teu corpo, das tuas mãos tocando de leve meu rosto, ou dos teus braços envolvendo meu corpo. Pensar que isso pode nunca acontecer, machuca. Ver isso não acontecer também. Há dias que nada mais desejo além de ficar ao teu lado, fazendo coisas que não têm tanta importância quando as fazemos com pessoas que temos ao nosso alcance, como assistir um filme, caminhar por uma pracinha ou simplesmente olhar em seus olhos enquanto sussurro um eu te amo quase sem som. Acho que eu só quero poder te ter à distância de um braço. Acho que só posso pedir que você espere até esse momento chegar. Acho que agora, eu só quero te ouvir dizendo novamente que ama.

sábado, 6 de março de 2010

Arrependimentos, falhas e .. o que mais?

Sabe quando você sente que nada que você faz é bom o suficiente? Sabe quando sempre tem alguém pra fazer uma crítica?, quando tem alguém pra ver o que você não fez certo mas nunca vê o que você fez de bom? É, isso cansa. E depois das críticas, vem aquele arrependimento da parte de quem critica. Não vem um pedido de desculpas, mas vem aquela aproximação não muito sutil, meio descarada... Puxando conversas sobre assuntos banais, coisas sem importância. Mas critica por já estar saturada de tantas coisas erradas acontecendo. Entretanto não sou a culpada dessas coisas acontecerem de forma errada. É injusto, é indesculpável. Tenho me esforçado, tenho cooperado. Se outros alguéns não cumprem seus respectivos deveres, não sou culpada. Não vão descontar mais em mim. E as críticas sem motivos plausíveis me destroem. Fiquem cientes disso.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Momentos de...

Ódio: Aversão inveterada e absoluta; raiva; rancor; antipatia e Raiva: Grande irritação; fúria; ódio. Foi repentino. Quando vi, já estava tomada. Motivos? Não, nenhum que valesse mesmo, nenhum motivo palpável muito menos um motivo plausível. Mas aquilo começou a crescer dentro de mim, de uma forma impressionante. Notei que estava estrapolando quando minhas mãos já estavam cortadas pelas unhas, ao cerrar os punhos em uma infeliz tentativa de conter-me. A cada minuto a raiva crescia devastadoramente em meu peito. Pra que isso? Perguntava meu eu. Culpa daquela pessoa, só daquela pessoa. Resolveu agora brincar comigo. Resolveu agora me abandonar e me esquecer. Porque é assim que me sinto: sozinha, abandonada e esquecida. E a culpa dessa minha raiva, na realidade, não é dessa pessoa. É da minha própria pessoa. Burra, idiota. E agora ainda guardo comigo meus sentimentos de raiva, ódio, e mágoa. Mágoa: Tristeza; desgosto; dor de alma; amargura. Quero saber quando é que vou aprender a não ser mais tão.. tão.. tão imbecil como sou.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Traidoras

A vontade dentro do meu peito me contraria quando repito que estou bem. Lágrimas traidoras se formam em meus olhos e insistentemente caem pelo meu rosto. Não tenho ideia do que se formaram, mas caem em cascata pela minha face. Tento ouvir músicas pra me animar, mas elas me fazem ficar pensativa. E volto a chorar. Traidoras, deviam se formar apenas quando eu quisesse, e não quando elas tivessem vontade de me delatar. Mas isso vai passar, como tudo na vida passa; e hoje a noite eu estarei melhor... ou não.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Não há quem tire você de mim

Eu sinto tua falta a cada dia, a cada dia 17, a cada momento em que alguma coisa lembra o que tu foi na minha vida. Sinto falta da tua risada, da tua voz rouca, das tuas manias, das tuas loucuras, dos teus momentos meio bêbado, das histórias que tu contava e me fazia rir, das bobagens que dizíamos, da primeira vez em que tu disse um sincero "eu te amo". Das vezes em que eu te vi, a vez em que eu fugi, a vez em que tu foi falar comigo na festa Junina, a vez em que tu me pediu em namoro. Todas as vezes em que conversamos a madrugada toda, o dia em que eu te acordei às oito horas da manhã e conversamos até eu perder a hora de ir pra escola. Sinto falta de sussurrar pra você um 'eu te amo muito meu amor', e ainda mais falta eu sinto de quando você dizia em troca: também te amo minha deusa. Quero sentir um abraço, ganhar um abraço, mas isso é impossível. As pessoas ainda me perguntam se eu fui tua namorada, e eu respondo que sim. Não consigo suportar ver aquela imagem. Aquele avião indo rapidamente em direção daquele galpão, sem conseguir parar, tudo terminando dessa forma tão horrenda. Sinto falta de quando tu conseguia me acalmar quando queria, e como conseguia me enlouquecer. Sinto falta da tua presença na minha vida, sinto falta de tudo o que tu foi e ainda significa pra mim. Ao falar de você com alguém, não consigo conter as lágrimas, e elas descem pelo meu rosto devagar, sem se preocupar se alguém as notou. Na escola, vivi um inferno. Não consegui prestar atenção, minhas mestras faziam com que eu saísse da sala: meu pesar atrapalhava a aula. Minha mágoa tirava a atenção da turma. Quando isso aconteceu? Há dois anos, cinco meses, uma semana e um dia. Sim, faz tanto tempo. Porque eu lembro? Porque é algo que só quem viveu entende. Não consigo expressar em palavras o que eu sinto. Eu sei que nunca vou te esquecer. Não é algo que eu queira, nem algo que eu vá fazer, e muito menos algo que eu consiga fazer. Um amor assim não acaba com a morte. Vai muito além disso.

domingo, 20 de dezembro de 2009

De uma tarde deprimida a uma noite iluminada

Estudar, final do ano, recuperações, provas decisivas deixam os nervos de qualquer estudante tensos. Um calor infernal também. No interior do estado, a duzentos quilômetros da capital, não se tem muitas coisas para fazer. O tédio domina junto com a preocupação e o medo da reprovação. O céu se prepara para chover. As nuvens já adquirem o tom de cinza chumbo, parecido com azul escuro. O vento auxilia as primeiras gotas da chuva, enquanto minha mãe tomava-me a matéria do meu pesadelo. Escorei-me na parede, e foi nesse momento em que fui até a janela. Grande ideia. Debrucei meu corpo para fora, respirei fundo, e aquele cheiro maravilhoso de terra molhada invadiu minhas narinas, fazendo com que meu corpo pedisse que eu o levasse até a rua, que eu o levasse pra chuva. Minha amiga estava na janela, na sua casa. Quando eu fiz o convite, por brincadeira, de que fôssemos tomar banho na chuva, ela disse, rindo, que iria sim. E em dois minutos ela e seu irmão estavam aqui em frente de casa. Mamãe mandou que eu saísse, já que eu a havia convidado. Então, eu cedi. Foi quando obedeci o que meu interior suplicava com tanta devoção. Gritei, corri, brinquei, fui criança tomando banho na chuva. Não durou vinte minutos e a chuva havia parado. Droga. Então, meu irmão se juntou a nós e então, formamos duas duplas para guerrear com garrafas plásticas cheias de água. Sentei no chão embaixo de uma torneira aberta, e foi uma das melhores sensações do dia. Só perdeu para a sensação de alma lavada que estou agora, e a sensação de que a chuva lavou toda a preocupação e tensão que havia em meu eu.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ainda busco

Ainda busco em mim a menina que eu fui há uns tempos atrás. A menina que era adorada pela mamãe, amada e querida por todos. Pergunto-me onde foi que eu a perdi. Ou quando a levaram de mim, o que é mais provável que tenha acontecido. A todo custo, tento recuperá-la, e tento deixar as más lembranças fora da minha nova vida, mas é tão difícil extrair de dentro isso tudo, marcou muito fundo na minha pele. Conotativa e denotativamente. Sabe o que é querer esquecer certas coisas que foram feitas no passado? Ter feito algo que na época era o que você pensava ser a coisa mais importante na vida, e que aquilo tudo não terminaria jamais? É, e agora, você olha para trás, coloca a mão na testa e diz: Puts, porque não ouvi minha mãe? Mas é assim mesmo, quebrando a cara que a gente constrói nossa vida, nossa personalidade, nosso eu. Por mais distante que essa menina esteja, eu a vejo cada dia um pouquinho mais perto, e é isso que tem movido a minha vida, juntamente com as pessoas que eu sei que me amam de verdade, e que nunca vão deixar de fazer isso.

P.S.: Quero agradecer às minhas bebests lindas d.d; Memélia, Gab, Babi, Juzão. À minha prima Manu d.d Mi angel, Le *-*, meu anjo, Guzinho; o pessoal do fake, minhas lindas Micaele e Dayana; e meu irmão; Cris por tudo o que eles têm feito por mim, por tudo o que são e representam na minha vida. Eu os amo demaais, creiam nisso.

domingo, 6 de setembro de 2009

A maldita tristeza durante uma inocente madrugada

A depressão se apoderou do meu corpo. Nenhum momento feliz vem à minha mente, e tudo o que consigo lembrar são coisas tristes, e momentos que me deixam mais pro fundo do poço ainda. Ao som de You and Me, do LifeHouse, eu choro demais. Quem vê a garota que sou, diz que sou feliz. Que sou amada, que tenho inúmeros amigos. Quem conhece a garota que sou, diz que posso ser feliz. Que uns me amam, e que tenho amigos. E eu, que sou a garota, digo que não sei se sou feliz. Posso, em um momento, estar feliz. O que é diferente de ser feliz. Já falei sobre felicidade antes, e aquilo tudo ainda é válido. Só queria saber porque a felicidade não se apodera de mim, como a tristeza o faz tão bem. Acho que preciso buscar essa felicidade, bloquear o que me faz mal. Mas o que fazer, se eu tento tudo isso. Tento conter-me, tento ser forte (ou passar esta impressão). E até que me saio bem. Mas quando me deixam sozinha, quando me sinto sozinha, meu mundinho cai. Literalmente, eu desabo. Então, eu preciso tirar alguém pra me ouvir choramingar, me ouvir reclamar de tudo, e ocasionalmente me ouvir falando bobagens sobre a morte. Minha morte, por sinal. Coisas que quando eu recordo, machucam lá dentro, bem fundo. Dias como hoje, madrugadas como essas, eu não quero mais viver, definitivamente.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

The end.

Onze dias; tudo terminado. Duzentas e sessenta e quatro horas; todo o sentido, o sentido de tudo havia terminado. 15840 minutos; toda minha vida terminou. Quase duas semanas sem aquele cara pelo qual dei minha vida por uno ano e quase nove meses. Tenho que admitir que no começo foi realmente difícil, foi... deprimente. Todos que sabiam do que aconteceu me diziam que era melhor pra mim. Talvez eu soubesse e não queria admitir, a dor não permitia que minha mente pensasse com clareza. Agora, tempo depois do fim, vejo que minha vida vai seguir. Não com ele, como sempre sonhei, mas com meus amigos que tanto amo, e que tanto me ajudaram a superar essa dor que sempre achei insuportável. Vejo agora também, que não é tão insuportável quanto eu pensei que fosse. Sei controlar muito bem essa dor, e já não choro mais.