- Estou falando sério, sai de perto de mim - eu disse, apontando para ele como um aviso, quando ele começou a se aproximar.
- Não posso. Eu... Eu ainda te amo.
- O QUE? VOCÊ ME AMA? Com que coragem você tem para me dizer isso, depois de tudo o que você fez? Não tens o mínimo de noção, se acha que vou acreditar nisso! - se ele não parar, eu juro que não vou me controlar.
- Não tenho culpa, a gente não pode dar certo agora. - ele parecia lamentar ter que me dizer isso.
- Então, não diga que me ama. Diga que eu não fui nada na sua vida, além de um passatempo levemente interessante. Fazes bem à minha sanidade.
- Você quer que eu minta? Ok então, você não é nada nem nunca foi nada na minha vida. - ele disse, destacando cada palavra.
- Obrigada. Sempre soube que isso é verdade, só faltava você admitir.
- Para - ele chegou perto e segurou meus braços junto ao corpo - você sabe que isso não é verdade, falei porque você quis que eu falasse.
- Eu parar? - as lágrimas vinham com facilidade - Realmente. Tenho que parar de pensar em você, parar de querer você. Parar de lembrar de tudo o que você me disse, e em como eu fui ingênua.
- Não consigo, não suporto você falando assim. É como se eu fosse um imbecil que faz com que as meninas se apaixonem por mim só para ter o gostinho de escolher outra no fim das contas!
- Sabe o que eu não consigo? Não consigo acreditar que você nunca me amou, nem sequer um pouquinho. Não consigo passar um dia sem pensar em você. Sem pensar em tudo o que poderia ter sido e não é. Não consigo passar uma noite sem chorar antes de dormir. Com... com saudade de você. Agora me solta e me deixa ir, acho que já deu de você brincar comigo!
- Nunca brinquei, meu amor. Eu te amo e é sério. Um dia, você vai entender. - ele disse, aproximando o rosto do meu lentamente e então dando um beijo demorado no canto da minha boca, e logo baixou o tom de voz e olhou dentro dos meus olhos para dizer - ainda vamos nos amar muito, de verdade.