domingo, 12 de maio de 2013

quinta-feira, 10 de março de 2011

Não valho a pena

Só quero que você goste de mim. Quero que você me ame. Quero que você me queira. Não se iluda: Isso não quer dizer que eu goste de você, nem que eu te ame, muito menos que eu te queira. Apenas quero alguém que eleve minha auto-estima. Não me leve a mal, não sou tão ruim assim. Você só não teve sorte comigo, não soube me ganhar. Se você tivesse me conquistado, eu seria a melhor pessoa do mundo para você. Então quando digo que não valho a pena, não valho a pena para você. Fazer o que, não é? Em uns dias se ganha, nos outros se perde. A vida é assim mesmo, e ela segue seu rumo sem a interferência de ninguém. Na verdade, espero que você ainda ache quem te dê o valor que você merece. Porque essa pessoa certamente não sou eu.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ela abraçou-me mais uma vez

antes de se afastar e dizer que precisa ir até a rua respirar direito. Pudera, dentro dessa festa está realmente quente, sufocante. Ela diz que já volta e fico ali esperando por ela. Passaram-se 5 minutos. 10 minutos. 20 minutos. Bateu a aflição. Em meio a tanta gente, saio da festa e começo a procurá-la na rua. Na rua também tem muita gente e o desespero cresceu quando eu não a vejo em lugar algum. Onde minha melhor amiga se meteu, afinal? Tiro minhas sandálias e as seguro em uma mão, enquanto em outra ainda tenho uma garrafinha de vidro de alguma bebida qualquer. Começo a afastar-me do lugar da festa, tento ouvir qualquer barulho, ou então a risada dela. Provavelmente ela está com algum garoto por aí, eu penso, tentando ficar calma. Então, ouço um grito. Apavorado, assustado, temeroso. E pra mim, torturador. Esse grito parece-se tanto com a voz da minha amiga... Já estou quatro quadras da rua onde a festa acontecia, ainda ouço com muita clareza a música na festa. Não dá tempo pra voltar até lá e pedir ajuda: não consigo correr muito rápido. Entro, então, na praça de onde acho que veio o grito. Vozes ecoam pela praça deserta. Uma, ameaçadora, a outra; suplicante. Meu coração bate forte contra meu peito quando vejo a sombra de duas pessoas contra o muro do banheiro da praça. Engulo o nó em minha garganta e avanço pé por pé, tentando ver quem são as pessoas. Eis que minha respiração para, juntamente com meu coração. Quem eu vejo, é um desconhecido, parecendo embriagado. E a outra pessoa, apesar de estar escondida pelo homem estranho, é minha amiga. Pedaços da blusa que ela vestia está no chão. A reconheço, pois a blusa foi um presente meu. O que ela suplicava, era que ele parasse. Agora percebo que a calça dele está meio abaixada, e a saia dela, levantada demais. Não penso duas vezes antes de largar as sandálias no chão e avançar sobre ele, o puxando pra longe dela pelos cabelos. No mesmo instante em que tiro ele de cima dela, ela cai no chão e abraça os joelhos enquanto põe o rosto entre as pernas... Chorando. O afasto dela o suficiente e me coloco entre os dois. O homem avança em minha direção com um sorriso maldoso nos lábios. Vou me afastando. Viro o rosto pra ver como minha amiga está, ela parece mal. E é a vendo assim que tomo coragem pra dar a ele o que ele merece. Sorrio maliciosamente, e chamo ele pra perto com o dedo. Ele se mostra confuso, mas se aproxima da mesma forma. Enquanto ele me encosta contra a parede, ao lado de minha amiga no chão, eu tomo o último gole da bebida da garrafa que ainda estava em minha mão. Ele puxa meu vestido pra cima e então quando ele começa a penetrar em mim, rapidamente quebro contra a parede a garrafa que tenho em mão, e a cravo nas costas dele. Ele urra de dor. Retiro a garrafa e a  cravo em suas costas repetidamente. Então, o afasto um pouco e cravo a garrafa quebrada também em seu peito, seu abdômen; acabo por me sujar com o sangue imundo dele. Só quando tive certeza que ele não teria força alguma pra vir atrás de nós, o empurrei pro chão e com muita dificuldade tirei minha melhor amiga, minha protegida, de perto daquele animal. E ele? Ele ficou lá. Sangrando até morrer como gente como ele merece terminar.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

De forma violenta

As lágrimas chegam aos meus olhos nesta noite e escorrem como cascata pelo meu rosto. A percepção veio normalmente, como se meu inconsciente já soubesse disso e eu não quisesse admitir - e foi exatamente o que aconteceu. Tento puxar o ar, não há nada obstruindo a passagem dele, mas respiro com dificuldade, e muita dificuldade. Foi difícil entender o que me levou até você, até hoje não entendo muito bem. Talvez pelas frases bonitas. Talvez porque você simplesmente tenha me ganhado de uma forma inexplicável. Ou então sou mesmo uma menina simplória, o que é mais provável. Não é preciso pôr a mão sobre meu peito pra sentir meu coração bater de uma forma rápida demais pra ser considerada normal, chegando a me causar dor. Aperto. Angústia. Mais dor. Quantas rasteiras mais eu vou levar nessa vida? Não quero mais contar, já falei que não ia aguentar mais nenhuma. Fiz, sim, planos. Mas não passava de ilusão, não é verdade? A cada dia que passa você está mais fixado a mim, eu não consigo me desfazer de você. Preciso me libertar desse amor que sinto, por mais que eu não queira fazer isso.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Então é assim?

Eu praticamente te idolatro. Faço de um tudo para que você veja o quanto dedico meu amor a você, e você não é capaz de ver isso! Não é capaz de sequer agradecer toda minha devoção a você. A VOCÊS! Sabe o quanto dói? Não, você não sabe! Óbvio que não, você dá muito mais valor a qualquer outra. Porque supõe que eu vou sempre estar aqui, não é? ACORDE! Você pode estar supondo errado. A cada dia que passa, tenho mais certeza que você está sim, supondo errado e muito errado. Você devia me dar ao menos um pouco de atenção. Não quero que você não olhe outras, só quero que também olhe pra mim! É pedir muito? Sinceramente eu estou cansada, quase desistindo. Não quero me ver obrigada a te esquecer. Não quero mais que meus amigos precisem dizer "por favor, esquece ele". Não quero sequer pensar nisso tudo e acima de tudo, não quero que você me faça te esquecer.