quarta-feira, 17 de março de 2010
E hoje
Assistindo à novela, senti uma tristeza irromper dentro de mim. Só uma novela, sim. Mas o drama me atingiu em cheio e foi como se enfiassem um ferro em brasa por minha garganta. A menina grávida deu a luz à sua filha, que nasceu prematura, não resistiu e faleceu. Me pergunto o que me fez ficar tão deprimida assim. O que tem me ferido, o que tem me dilacerado. O que tem impedido a plenitude da minha felicidade. Por um lado, eu estou feliz. Muito feliz. Mas ao olhar em direção ao outro lado, tudo muda, não tenho mais chão, e só tenho mágoas. Isso vai passar. Eu tenho certeza. No momento em que eu conseguir esquecer essa traição, isso vai passar. O tempo passa. Mesmo quando isso parece impossível. Mesmo quando cada tique do relógio faz sua cabeça doer como se fosse um fluxo de sangue passando por uma ferida. Ele passa desigual, em estranhos solavancos e levando a calmaria embora, mas ele passa. Mesmo pra mim. - Lua Nova, Stephanie Meyer.
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