Não há quem tire você de mim
Eu sinto tua falta a cada dia, a cada dia 17, a cada momento em que alguma coisa lembra o que tu foi na minha vida. Sinto falta da tua risada, da tua voz rouca, das tuas manias, das tuas loucuras, dos teus momentos meio bêbado, das histórias que tu contava e me fazia rir, das bobagens que dizíamos, da primeira vez em que tu disse um sincero "eu te amo". Das vezes em que eu te vi, a vez em que eu fugi, a vez em que tu foi falar comigo na festa Junina, a vez em que tu me pediu em namoro. Todas as vezes em que conversamos a madrugada toda, o dia em que eu te acordei às oito horas da manhã e conversamos até eu perder a hora de ir pra escola. Sinto falta de sussurrar pra você um 'eu te amo muito meu amor', e ainda mais falta eu sinto de quando você dizia em troca: também te amo minha deusa. Quero sentir um abraço, ganhar um abraço, mas isso é impossível. As pessoas ainda me perguntam se eu fui tua namorada, e eu respondo que sim. Não consigo suportar ver aquela imagem. Aquele avião indo rapidamente em direção daquele galpão, sem conseguir parar, tudo terminando dessa forma tão horrenda. Sinto falta de quando tu conseguia me acalmar quando queria, e como conseguia me enlouquecer. Sinto falta da tua presença na minha vida, sinto falta de tudo o que tu foi e ainda significa pra mim. Ao falar de você com alguém, não consigo conter as lágrimas, e elas descem pelo meu rosto devagar, sem se preocupar se alguém as notou. Na escola, vivi um inferno. Não consegui prestar atenção, minhas mestras faziam com que eu saísse da sala: meu pesar atrapalhava a aula. Minha mágoa tirava a atenção da turma. Quando isso aconteceu? Há dois anos, cinco meses, uma semana e um dia. Sim, faz tanto tempo. Porque eu lembro? Porque é algo que só quem viveu entende. Não consigo expressar em palavras o que eu sinto. Eu sei que nunca vou te esquecer. Não é algo que eu queira, nem algo que eu vá fazer, e muito menos algo que eu consiga fazer. Um amor assim não acaba com a morte. Vai muito além disso.
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