- Ele nos ama.
- Claro que não, sua boba. Ele não se importa conosco, só quer que estejamos perto por puro ego.
- Será?
O debate se passava dentro de mim, eu debatia comigo mesma. Era como se existissem duas outras meninas além de mim, morando no meu corpo. Tenho DPM? Fiquei nervosa agora. Uma das meninas acha que ele está sendo realmente sincero ao dizer que nos ama. Mas a outra diz que o amor dele é próprio. E agora?
- Claaro que sim, escute o que eu lhe digo! Se ele nos amasse tanto assim, porque nos deixou de lado como fez durante vários meses? - diz a menina racional, sendo cruel com a sentimental.
- Mas, mas! Ele não mentiria assim! Não acredito que ele seja tão baixo dessa forma! - argumentou a sentimental.
- O que? Deixa de ser ingênua! ELE-NÃO-NOS-AMA! - sinto a menina racional perdendo o controle.
- Ama sim.
- Não ama.
Agora as duas se afrontavam. Sabe o que isso significa? PERIGO! Resolvi intervir.
- Gente, vamos parar? - eu quis dizer, mas elas ainda discutiam sobre ele nos amar ou não. - CHEGA! - as duas olharam-me assustadas, e então consegui falar - Se ele nos ama ou não, quem vai nos dizer é o tempo... E as atitudes dele. Por isso, não adianta discutir! Vamos seguir a vida, e ver no que vai dar ok?
E com isso, não ouvi mais as vozes dentro de mim. Como se elas finalmente tivessem chegado a um acordo, e decidido que esperar para ver era melhor. Mas quer saber? Eu prefiro crer na teoria da menina sentimental, por mais que a racional tenha muita razão no que diz. Amém.
Obs.: O Transtorno dissociativo de identidade, originalmente denominado Transtorno de Personalidade Múltipla (DPM), é uma condição mental onde um único indivíduo demonstra características de duas ou mais personalidades ou identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio.
Obs.: O Transtorno dissociativo de identidade, originalmente denominado Transtorno de Personalidade Múltipla (DPM), é uma condição mental onde um único indivíduo demonstra características de duas ou mais personalidades ou identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio.
Um comentário:
Como você sabe tanto do meu interior?
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